Praticando com tudo
Qualquer atividade pode ser aproveitada para praticar o Zen. Ao contar e seguir a respiração, você observa os pesamentos e volta para a respiração. Na meditação andando, você observa os pensamentos e volta para o caminhar. Qualquer coisa pode ser praticada desse modo: observar repetidamente os pensamentos errantes e voltar a atenção para a atividade do momento.
No ambiente de um mosteiro ou retiro zen, tudo é praticado desse modo, ou pelo menos o participante é estimulado a praticar dessa forma: as práticas de sentar-se, andar, cantar, comer mingau, coratr a grama, cortar cenouras, atender ao telefone, editar um vídeo, dirigir até o correio, fazer exercícios físicos e mesmo a prática de descansar.
Quanto mais complicada for a atividade e quanto mais reflexão conceitual ela exigir, maior será o desafio de observar pensamentos errantes e reconduzir a atenção para a atividade. Essa é uma das razões por que as tarefas designadas durante o período de trabalho num retiro zen tendem a ser simples, repetitivas, físicas, como limpar o jardim, lavar vidraças, descascar batatas ou envelopar correspondência.
~ Kim Boykin, Zen para Cristãos – Guia para Principiantes.







