Auto-Investigação

True Control.

Pergunta: Pelo que eu entendo, “iluminação” é mais a dissolução de algo falso, que obscurece a verdadeira realidade que já está presente, do que a obtenção de uma transformação espiritual. Se isso for verdade, devemos nos concentrar mais em uma dissolução das próprias construções mentais do ego e da mente, e se for assim, o que você recomendaria como o melhor método?

Resposta: Você está correto em sua descrição da iluminação como a descoberta do que já está aqui, em vez da obtenção de algo. No entanto, gostaria de sugerir que existem duas maneiras de abordar este processo. A primeira abordagem é dissolver as estruturas do ego, como você mencionou.

Para isso, existem várias formas maravilhosas de investigação dirigida, tais como o Método Sedona ou O Trabalho, desenvolvido por Byron Katie.

A segunda abordagem é a exploração da sua natureza subjacente através da técnica de auto-investigação, ou fazer a pergunta, “Quem sou eu?”. Auto-investigação não é um exercício intelectual, no qual você tentar descobrir uma resposta com sua mente. Em vez disso, essa pergunta serve para direcionar a sua consciência de volta para o sentido de Si de forma que você venha a repousar a sua consciência sobre este sentido profundamente misterioso de que “eu sou” ou “eu existo”. Você descansa com a consciência em seu Self e acompanha o que surge.  Existem muitas dimensões para a sua verdadeira natureza, incluindo o vazio absoluto do Ser, por isso esta exploração é verdadeiramente infinita.

Essas duas abordagens, investigar o seu ego e investigar o sentido de Si, são complementares. Uma não é melhor ou mais importante do que o outra.  E estas duas abordagens podem ser combinadas em uma exploração aberta do que quer que esteja presente no momento. Se seu ego está sendo instigado e seu senso de si se contrai, então faz sentido explorar algumas das reações e crenças deste ego, ou pelo menos,  soltá-las um pouco. E quando você não está experimentando essas reações, faz sentido descansar e experimentar o senso de Si.  Investigue o que está mais presente em sua experiência nesse momento, seja o ego ou o senso de Si. Isso é o que mais precisa ser percebido e aceito. Se você encontrar o que está aqui agora, experimentando-o, investigando-o e amando-o, então a inteligência mais profunda do seu Ser vai cuidar de todo o resto.

Não há uma maneira ideal de investigar porque qualquer forma é ótima! A única arte ou sutileza da investigação é aplicá-la a tudo o que está aqui e agora, incluindo todos os medos, resistência e condicionamento, e toda a profundidade e riqueza das múltiplas dimensões da sua verdadeira natureza. À propósito, o importante da investigação não é a iluminação. O destino é a própria viagem.  Se você chegar a uma iluminação, o desdobramento mesmo assim continua, de formas sempre novas e surpreendentes.

~That is That Essays About True Nature Nirmala

Nirmala é um professor espiritual da tradição advaita, vive em Sedona, Arizona, com sua esposa, Gina. Leia uma entrevista com Nirmala aqui.  Mais informações sobre ele e seus livros, incluindo That is That, Essays About True Nature estão disponíveis em http://endless-satsang.com/. Os textos de Nirmala no zafu.blog.br estão traduzidos e publicados com autorização do autor.

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